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Adequação de sistemas à reforma tributária e suporte

Escrito por Live University - Confeb | Oct 28, 2026, 1:18:46 PM

A adequação de sistemas à reforma tributária precisa continuar depois da entrada em produção, com suporte, monitoramento e preservação das decisões tomadas nos testes. Essa foi a orientação de Taiane Zuccollo, head do Flow RT da Adejo, no Tax Summit - Roadshow, realizado em 28 de outubro, no Prodigy Santos Dumont. Para a executiva, preparar as próximas mudanças e manter a operação atual são tarefas que precisam funcionar de forma integrada.

Na palestra, apresentada no palco Tax Operations, Taiane questionou o modelo de projetos fechados que terminam sem definir quem acompanhará a mudança seguinte. Segundo ela, novas demandas podem surgir logo após uma entrega, exigindo outra aprovação de orçamento e mobilização de equipe.

O diagnóstico precisa alcançar processos e integrações

O ponto de partida apresentado foi mapear impactos em processos, soluções e customizações, identificando também as áreas e integrações envolvidas. A preparação, explicou Taiane, deve conectar interpretação da demanda, execução, validação e acompanhamento.

Os números do IMTT — Índice de Maturidade Tecnológica em Tax, da Confeb, de 2026 — ajudam a dimensionar esse desafio. No levantamento com 190 profissionais de Tax, as empresas respondentes apontaram complexidade em sistemas (54%), estrutura e qualidade dos dados (53%) e integrações entre sistemas (49%) na adaptação à reforma tributária.

Taiane relatou uma customização do monitor de eventos dentro do SAP para clientes sem DRC que utilizam DFE ou outra mensageria. O exemplo mostrou como o desenho da solução depende do ambiente instalado. O tema se conecta à necessidade de conciliar eventos e créditos no SAP, já abordada pelo portal.

Adequação e produção têm funções diferentes

A executiva apresentou o Adejo One, que reúne o Flow RT, voltado à adequação em ambientes de qualidade e testes, e o AMS, responsável pela sustentação da produção. Segundo ela, o atendimento de AMS abrange problemas da operação em geral, não apenas os relacionados à reforma.

Na proposta apresentada, as frentes se conectam da seguinte forma:

Frente Atuação descrita na palestra
Diagnóstico Identificar impactos, dependências e áreas participantes
Adequação Preparar e validar mudanças em qualidade e testes
Sustentação Acompanhar a produção, incidentes e melhorias recorrentes
Infográfico: Adequação de sistemas à reforma tributária vai além do go live

O modelo comercial funciona com uma franquia de horas, utilizada conforme as demandas de adequação ou suporte. Taiane afirmou que cada solicitação recebe uma estimativa de consumo e a indicação dos profissionais responsáveis antes da aprovação do cliente. O trabalho começa após esse aceite.

A previsibilidade de custos foi apresentada como objetivo do formato, assim como evitar a abertura de um novo projeto a cada solicitação. A palestra não trouxe comparação de custos nem indicadores de resultado desse modelo.

Quem decide a parametrização precisa estar definido

Na discussão final, Taiane relatou divergências entre consultorias de sistemas e tributárias sobre como parametrizar as ferramentas. Como exemplo, mencionou discordâncias sobre o código de classificação tributária, o cClassTrib.

A recomendação foi alinhar os papéis de cada consultoria no início do projeto. Para a rotina fiscal, a implicação é definir quem interpreta o tratamento tributário, quem o traduz para o sistema e quem valida a entrega. Essa divisão se relaciona à governança tributária que integra dados e decisões, além da execução técnica isolada.

O histórico precisa acompanhar a próxima mudança

Outro ponto central foi documentar decisões, premissas, evidências de testes e histórico dos atendimentos. Segundo Taiane, a continuidade entre adequação e sustentação deve permitir que a equipe de produção receba o contexto acumulado, sem recomeçar a análise a cada atualização.

A orientação prática é sair do projeto com responsáveis definidos para o pós-go live, critérios de aprovação das demandas e registros acessíveis às equipes. Na abordagem apresentada, colocar a mudança em produção não encerra a jornada: inicia uma etapa de acompanhamento que precisa estar prevista desde o diagnóstico.

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Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial da Live University.