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Agentes de IA no trabalho tributário exigem revisão humana

Escrito por Live University - Confeb | Oct 27, 2026, 7:02:21 PM

Agentes de IA podem assumir coleta de dados, conciliações e apurações, mas a avaliação dos resultados e dos riscos deve permanecer com os profissionais. Essa foi a posição defendida por Janaína Gabriel, Tax Manager da Subsea7, e pelos demais participantes do painel mediado por Gustavo Alves no Tax Summit - Roadshow, realizado em 27 de outubro, no Prodigy Santos Dumond. Para as equipes fiscais, o ganho de produtividade exige preparo para revisar e decidir, não apenas operar ferramentas.

O debate reuniu também Fabio Henrique de Souza e Igor Leite. A pergunta central foi além da substituição de tarefas: o que as empresas farão com o tempo liberado pela automação?

O tempo economizado muda o trabalho do tributarista

Gustavo colocou em discussão o temor de que a economia de horas se transforme em corte de pessoal. Janaína defendeu outra direção: usar essa capacidade para planejamento, mitigação de riscos e atuação como parceira do negócio.

Na avaliação dela, a inteligência artificial na área tributária não elimina a necessidade do profissional, mas muda sua contribuição. A formação das equipes precisa acompanhar esse movimento, desenvolvendo conhecimento e senioridade para analisar o que os agentes entregam.

O IMTT — Índice de Maturidade Tecnológica em Tax, da Confeb, de 2026, ajuda a dimensionar esse desafio: entre as empresas respondentes, 55% citaram a capacitação da equipe como barreira à evolução tecnológica em Tax, e 93% não tinham governança oficial de IA. O levantamento ouviu 190 profissionais da área.

Essa mudança também se conecta à discussão sobre medir resultados tributários além do cumprimento de prazos: ganhar velocidade não responde, sozinho, como o trabalho passa a contribuir para as decisões do negócio.

Automatizar a apuração não transfere a decisão

Fábio afirmou que delega à IA atividades de coleta, conciliação e apuração, mas mantém com a área fiscal e tributária a decisão sobre o resultado e os riscos envolvidos. Também destacou a participação dos especialistas do processo no treinamento dos agentes e o acompanhamento por indicadores de assertividade.

Janaína reforçou que, se uma base preparada com IA resultar em autuação, o gestor precisa conseguir identificar os dados utilizados. Ela recomendou dar visibilidade à alta gestão sobre as respostas obtidas e os caminhos propostos, sem transferir o risco à ferramenta.

É a mesma necessidade de preservar evidências e rastreabilidade no uso de IA tributária, em vez de aceitar apenas um número final.

Infográfico: Agentes de IA ganham tarefas, mas não assumem o risco fiscal

Dados exigem trabalho antes da automação

Ao relatar uma aplicação na área de exploração, Fábio disse que um projeto recente consumiu cerca de cinco meses de saneamento de dados. Entre os problemas estavam nomenclaturas incorretas em informações de poços, que dificultavam recuperar respostas.

O exemplo, embora não fosse uma apuração fiscal, sustentou sua recomendação para a adoção de agentes de IA no trabalho tributário: entender os processos, organizar as informações e dar contexto aos dados antes de integrar a tecnologia.

Igor destacou a escolha do modelo adequado ao processo e a capacidade de formular os pedidos de análise. Também relatou receber do board internacional perguntas já influenciadas por respostas de IA generativa, o que exige questionar as conclusões apresentadas.

Segurança e reforma exigem acompanhamento humano

Igor alertou contra inserir particularidades estratégicas do negócio em plataformas sem tratamento e proteção internos. O painel defendeu ferramentas homologadas e a participação da TI na segurança das informações.

Sobre a reforma tributária, Janaína avaliou que os agentes poderão ajudar na transição, mas a convivência entre regras antigas e novas exigirá cautela e acompanhamento humano. O desafio reforça a necessidade de integrar áreas antes das decisões sobre a reforma.

A orientação do painel foi ampliar a capacidade das equipes, preservando revisão, senso crítico e responsabilidade. Automatizar tarefas não dispensa preparar quem vai avaliar o resultado.

Redação Live News

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Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial da Live University.