Apuração assistida pode mostrar crédito antes da entrada no ERP

No Tax Summit, Kazuo Tomomitsu mostra como comparar documentos, extratos e contas contábeis para acompanhar créditos e simular o fluxo de caixa na reforma.

Live University - Confebpublicado em 28 out. 2026 · 5 min de leitura
Apuração assistida pode mostrar crédito antes da entrada no ERP

O crédito exibido na apuração assistida pode não coincidir com a entrada da nota no ERP, criando um desafio para a conciliação contábil. No Tax Summit - Roadshow, realizado em 28 de outubro, no Prodigy Santos Dumond, Kazuo Tomomitsu, CEO da KT GROUP, apresentou uma solução em data lake para comparar essas informações e acompanhar seus efeitos no fluxo de caixa.

Na palestra do palco Tax Innovation, Tomomitsu destacou que o documento eletrônico passa a ter um ciclo de vida que precisa ser acompanhado. A proposta apresentada combina consulta à API do governo, comparação de extratos, integração contábil e agentes de inteligência artificial.

Crédito no extrato não comprova entrada no ERP

Segundo Tomomitsu, o status de crédito a apropriar na apuração assistida não informa se a empresa já registrou o documento em seu sistema. Ele também descreveu a situação inversa: o fornecedor recolhe o imposto e o crédito aparece antes de o comprador processar a nota.

O exemplo envolve documentos que ficam aguardando aprovação ou permanecem em caixas de e-mail. Nesse intervalo, o fornecedor pode efetuar o recolhimento, enquanto a empresa destinatária ainda não concluiu sua rotina interna.

Para o palestrante, isso exige duas conciliações distintas:

  • Documento fiscal versus apuração assistida: identificar notas ausentes, excedentes ou divergentes.
  • Créditos e débitos versus contabilidade: conferir os valores e a composição das contas, especialmente a conta transitória.

A separação importa porque o extrato do governo, sozinho, não resolve a composição contábil. O tema também aparece na discussão sobre conciliar eventos e créditos no SAP, mas a demonstração de Tomomitsu enfatizou o cruzamento entre o estágio do crédito e o registro interno da nota.

Infográfico: Apuração assistida pode mostrar crédito antes da entrada no ERP
Infográfico: Apuração assistida pode mostrar crédito antes da entrada no ERP

Eventos podem acionar lançamentos contábeis

Na solução apresentada, informações capturadas pela API podem funcionar como gatilhos. Ao identificar o pagamento do imposto pelo fornecedor, por exemplo, a plataforma pode gerar um lançamento para movimentar o crédito da conta transitória, conforme a configuração contábil da empresa.

Tomomitsu informou que há integrações com SAP, Oracle e TOTVS, com automação do envio à contabilidade dependendo do ERP. Também anunciou recursos para comparar a posição de fechamento do governo linha a linha e consultar os documentos que compõem cada total.

O desafio de integração encontra contexto no IMTT — Índice de Maturidade Tecnológica em Tax, da Confeb, de 2026: entre as empresas respondentes, 31% ainda fazem envio manual na integração interna entre ERP e plataformas de Tax. O levantamento ouviu 190 profissionais da área.

Simulação do caixa precisa considerar as datas

Outro ponto da apresentação foi o acompanhamento das datas de emissão, saída, previsão de entrega e disponibilidade dos créditos. Segundo Tomomitsu, esses marcos precisam entrar na simulação financeira, pois podem afetar a data-base de recolhimento e o momento de utilização dos valores.

Ele alertou que pagar integralmente o fornecedor não garante, por si só, o crédito, e recomendou monitorar o recolhimento do imposto. Apresentou ainda a possibilidade de automatizar a RAD para fornecedores classificados como de alto risco, com geração de DARF e comunicação ao ERP para separar os pagamentos.

Na prática, o planejamento depende de rastrear o crédito do XML ao caixa, sem tratar emissão, registro e pagamento como um único acontecimento.

IA ajuda a investigar diferenças, não substitui a conferência

O data lake fiscal apresentado reúne notas fiscais e SPEDs para análises e conciliações. Tomomitsu relatou que um cliente utilizou notas emitidas e recebidas para simular a reforma com um agente, sem depender da base de SPEDs usada pelo simulador.

O agente auditor, segundo ele, tem ações delimitadas para reduzir o risco de inventar documentos ao investigar divergências. O palestrante também relatou instabilidade na atualização dos dados governamentais.

Para a rotina fiscal, a implicação é distinguir ausência de documento, atraso de processamento e diferença contábil antes de agir. A automação apresentada busca facilitar essa investigação; sua utilidade depende da qualidade dos dados e da conferência dos eventos que movimentam créditos e débitos.

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Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial da Live University.

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