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Reforma tributária na hotelaria leva a 150 novos CNPJs

Escrito por Live University - Confeb | Oct 28, 2026, 1:55:47 PM

A Atlântica abriu 150 novos CNPJs para separar operações hoteleiras e preparar sua adaptação à reforma tributária, segundo Alexandre Antunes, gerente tributário sênior da Atlantica Hotels – AHI. No Tax Summit - Roadshow, realizado em 28 de outubro de 2026 no Prodigy Santos Dumond, ele apresentou o caso para defender que a transição exige decisões de negócio, não apenas ajustes fiscais.

O executivo relatou que a empresa planeja migrar as operações em janeiro, após testes em cinco hotéis, um por região. A mudança responde a um problema identificado durante o projeto: como conciliar a centralização de créditos e débitos com a necessidade de manter separados os resultados dos empreendimentos.

Por que a Atlântica decidiu separar as operações

Segundo Antunes, o modelo descrito na palestra reunia 150 filiais, mas exigia prestação de contas individualizada aos investidores de cada empreendimento. Nesse contexto, aproveitar o crédito de um prédio contra o débito de outro poderia alterar os resultados individuais e transferir à matriz a gestão financeira dessa diferença.

O executivo afirmou que a análise levou à decisão de abrir os novos CNPJs e estruturar um projeto de sociedades de propósito específico, as SPEs. Na sua avaliação, esse desafio tornou-se maior que a própria adaptação tributária.

O caso ilustra por que a integração entre fiscal, financeiro e jurídico nas decisões de caixa precisa acompanhar as simulações de impostos. A solução relatada é uma decisão da Atlântica para sua estrutura, não uma exigência geral apresentada para o setor.

Infográfico: Atlântica abre 150 CNPJs para separar operações na reforma

Como a reforma ganhou apoio da liderança

Antunes identificou dois acontecimentos que ajudaram a mobilizar a vice-presidência: as projeções de impacto tributário e uma reunião com a fornecedora de software sobre sua preparação para a mudança.

Na discussão histórica relatada, a hotelaria trabalhava com uma carga próxima de 12%, diante de alíquotas de 25% a 26% então debatidas. Esses números descrevem as contas e negociações daquele momento, não alíquotas atuais confirmadas nesta cobertura.

Segundo ele, as perguntas sobre o sistema também evidenciaram a dimensão do trabalho. O convencimento da liderança abriu espaço para recursos, apoio do escritório de projetos, o PMO, e contratação de consultoria. A equipe montou um roteiro de atividades antes de envolver cada área.

A pesquisa Tax Performance Index (TPI), da Confeb, de 2026, oferece um contexto para esse movimento: patrocínio da liderança e governança dos KPIs foram citados, cada um, por 28% das empresas respondentes como fatores de sucesso para a maturidade na gestão desses indicadores.

Compras e preços assumem decisões próprias

Na hotelaria descrita por Antunes, a experiência com o regime cumulativo de Cofins não havia desenvolvido uma cultura de aproveitamento de créditos. Construir essa prática passou a fazer parte do projeto.

Segundo o executivo, um terço das compras vinha de fornecedores do Simples. Ele recomendou que suprimentos avaliasse o desenvolvimento de novos fornecedores. O relato não permite concluir que toda contratação de optantes pelo regime tenha o mesmo tratamento de crédito.

Na formação de preços, sua orientação foi deixar as áreas de negócio decidirem como apresentar valores e impostos ao cliente, com suporte técnico fiscal. É a mesma fronteira discutida na participação de Tax nas decisões de preço e margem: explicar os efeitos tributários não significa substituir a decisão comercial.

Testes e comitês sustentam a execução

Antunes relatou a distribuição de atividades entre 40 grupos internos e a criação de dois comitês, um corporativo e outro dos hotéis. A estrutura permite levar particularidades dos empreendimentos à discussão central.

Para os sistemas, o plano apresentado prevê testar cinco hotéis antes da expansão em janeiro. Segundo ele, a escolha de janeiro também busca evitar a duplicação de obrigações que uma abertura em dezembro provocaria.

O piloto reforça a importância de integrar testes, suporte e responsabilidades além do go live. A mensagem central do caso é distribuir decisões e tarefas: o fiscal oferece a base técnica, enquanto liderança, compras, operações e TI assumem a execução do negócio.

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Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial da Live University.