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Reforma tributária nas empresas exige decisões conjuntas

Escrito por Live University - Confeb | Oct 27, 2026, 5:36:10 PM

A reforma tributária nas empresas exige que decisões sobre créditos, contratos e caixa deixem de ser tomadas por áreas isoladas. Essa foi a defesa de Igor Leite, head financeiro da HD Hyundai Construction S/A, no Tax Summit - Roadshow, realizado em 27 de outubro, no Prodigy Santos Dumont. Para o executivo, a transição demanda um comitê que reúna tributário, financeiro, contabilidade, jurídico, compras e vendas.

Na palestra sobre quem deve ser responsável por cada decisão tributária, no palco Tax Operations, Leite afirmou que a simplificação pretendida pela reforma será precedida por uma etapa de maior complexidade. Segundo sua avaliação, as empresas conviverão com sete impostos durante pelo menos sete ou oito anos, o que exigirá revisar a cadeia decisória.

Quem deve decidir sobre os impactos tributários?

Na proposta do palestrante, nenhuma área deve decidir sozinha quando os efeitos atravessam diferentes processos. A análise precisa reunir quem interpreta a regra, registra a operação, negocia as condições comerciais e administra o dinheiro.

Leite argumentou que a separação entre departamentos já provoca perda de produtividade e aumento de custos. Durante a transição, essa fragmentação tende, em sua avaliação, a dificultar decisões que dependem simultaneamente de informações fiscais e financeiras.

O tema se conecta à discussão sobre dar voz a tax antes de decidir preços e margens: a participação da área tributária precisa ocorrer antes da decisão comercial, e não apenas na apuração posterior.

Créditos recuperáveis podem mudar a decisão de captar

Para ilustrar o problema, Leite apresentou o caso de uma empresa que avaliava contratar um empréstimo apesar de possuir créditos de PIS/Cofins recuperáveis. O exemplo mostrou como uma informação tributária pode alterar a análise de uma necessidade financeira.

A recomendação do executivo foi integrar as duas áreas antes de contratar dívida. Isso não significa tratar qualquer saldo fiscal como dinheiro imediatamente disponível: a decisão conjunta precisa considerar a possibilidade de recuperação e sua utilidade para o planejamento de caixa.

A pesquisa TPI — Tax Performance Index, da Confeb, de 2026, oferece um contexto para essa integração: entre as empresas respondentes, Relacionamento recebeu 41 pontos, a menor nota nos pilares de maturidade da gestão de KPIs. O indicador está ligado ao acompanhamento de prazos de resposta e satisfação interna com a área de Tax.

O que levar ao grupo de trabalho

As recomendações apresentadas por Leite abrangem tarefas que ultrapassam o departamento fiscal. O trabalho conjunto pode ser organizado pelas seguintes frentes:

Frente Revisão recomendada pelo palestrante
Operação fiscal Controles de materiais e cadastros de fornecedores
Contratos e preços Condições contratuais com jurídico e negociações com compras
Caixa Créditos recuperáveis, necessidade de empréstimos e efeitos do split payment
Sistemas ERP, integração bancária e conciliação dos pagamentos
Infográfico: Reforma tributária exige unir áreas antes de decidir o caixa

Split payment conecta sistema, crédito e tesouraria

Leite destacou que o split payment altera a gestão financeira ao separar o imposto no pagamento do cliente, reduzindo a folga entre receber pela venda e recolher o tributo. Por isso, recomendou preparar o ERP e os modelos bancários para reconhecer e conciliar os valores interceptados.

O executivo também apontou dificuldades para controlar e reconhecer créditos da CBS enquanto o mecanismo não estiver implementado. Na sua avaliação, comprovar o recolhimento pelo agente anterior da cadeia exigirá processos específicos e trabalho adicional.

Essa preocupação reforça a necessidade de conciliar eventos e créditos nos sistemas, em vez de tratar a adaptação como uma simples mudança de parâmetros fiscais.

Para a equipe tributária, a implicação prática é participar das decisões antes que contratos, preços e financiamentos estejam definidos. Na proposta de Leite, o comitê integrado deve transformar informações dispersas em decisões conjuntas durante a transição.

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Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial da Live University.