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Gestão tributária estratégica exige espaço junto ao CFO

Escrito por Live University - Confeb | Oct 27, 2026, 2:38:03 PM

A área tributária precisa participar antes de as decisões de preço, orçamento e crescimento estarem fechadas. Essa foi a defesa de Ana Carla Ferraz no painel mediado por Alex Leite, com Aneliza Lima e Wagner Bastos, no Tax Summit - Roadshow, realizado em 27 de outubro no Prodigy Santos Dumont. A discussão colocou sobre o CFO a responsabilidade de abrir espaço para tax influenciar margem e caixa, além de cumprir obrigações.

O debate expôs uma diferença entre reconhecer a importância do fiscal e incorporá-lo à estratégia. Para Ana Carla, nas empresas em que atuou, tax ainda aparece frequentemente depois da decisão, como responsável por resolver consequências tributárias, e não por ajudar a construir alternativas.

Autonomia exige acesso às decisões

Wagner Bastos, CFO da Casas Pedro, apresentou uma experiência diferente: segundo ele, tax participa das discussões estratégicas com CFO, COO e CCO e entra no orçamento desde a formação da receita.

O executivo relatou reuniões semanais com a equipe tributária e encontros quinzenais com as lideranças de contabilidade, fiscal, planejamento e análise financeira — FP&A — e financeiro. Na sua avaliação, essa rotina favorece propostas de melhoria, em vez de restringir o contato à resolução de problemas.

Aneliza Lima, CFO da Lev Bicicletas, afirmou que busca dar ao time de tax a liderança do comitê da reforma tributária, com acompanhamento das áreas e reporte ao board. Também relatou que vem transferindo a precificação para a equipe, devido ao peso dos tributos nessa decisão.

Esse caso se conecta à necessidade de separar as contas de preços e créditos entre B2B e B2C, tema já abordado pelo portal: operações distintas exigem análises próprias, não uma resposta fiscal única.

Infográfico: CFO precisa dar voz a tax antes de decidir preço e margem

Gestão tributária estratégica começa antes da aprovação

Na prática descrita pelos participantes, atuar estrategicamente significa entrar na discussão enquanto ainda é possível alterar a operação. Aneliza contou que seu time já identifica negociações comerciais com margem baixa e leva a questão para avaliação antes de prosseguir.

O TPI — Tax Performance Index, da Confeb, de 2026, ajuda a contextualizar esse desafio: entre as empresas respondentes, o pilar Capacidade Analítica recebeu 40 pontos, enquanto Performance alcançou 68. O contraste dialoga com a cobrança do painel por uma atuação que vá além da execução das rotinas fiscais.

Alex Leite propôs que tax analise continuamente os efeitos tributários nas margens de vendas e compras, indicando oportunidades às áreas responsáveis, em vez de concentrar essa avaliação no planejamento tributário anual.

Para a equipe fiscal, a mudança sugerida é transformar análises em alternativas de decisão. A simulação de preços, margens e contratos com Compras oferece um caminho para organizar essa conversa.

Treinar outras áreas também é proteger o resultado

Wagner defendeu que tax ensine Compras a compreender questões tributárias e corrigir os próprios erros, em vez de absorver todas as correções. Segundo ele, criar conhecimento dentro da companhia é parte do papel estratégico da área.

Aneliza trouxe um exemplo operacional: erros nas notas de transferência entre o centro de distribuição e as lojas podem afetar o custo dos produtos e a auditoria. Por isso, relatou treinamentos didáticos, com recursos visuais e explicação das siglas usadas pelo fiscal.

Houve diferenças sobre quanto conhecimento tributário o CFO deve dominar. Ana Carla enfatizou a parceria com especialistas; Aneliza considerou imprescindível conhecer profundamente o tema, preservando a palavra final técnica de tax.

A convergência esteve no desenho da atuação: autonomia para circular entre áreas, participação antecipada e respaldo para interromper operações incorretas. Para o profissional tributário, o próximo passo defendido no painel é ocupar esse espaço com propostas concretas, sem abandonar governança e compliance.

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Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial da Live University.