Controladoria estratégica reduz fechamento de 12 para até seis dias

No Tax Summit, Alex Mesquita relata como processos, automação e ritos de gestão reduziram o fechamento e liberaram tempo para análises no Grupo Cromus.

Live University - Confebpublicado em 28 out. 2026 · 5 min de leitura
Controladoria estratégica reduz fechamento de 12 para até seis dias

O Grupo Cromus reduziu o fechamento de 12 para cinco a seis dias úteis e liberou 320 horas mensais da equipe para análise, relatou Alex Mesquita, gerente contábil da companhia, no Tax Summit - Roadshow, realizado em 28 de outubro, no Prodigy Santos Dumond. Segundo ele, a mudança combinou revisão de processos, automação e calendário de fechamento para entregar números mais cedo e apoiar decisões sobre custos, margem e operação.

Na palestra sobre preparação de pessoas e processos para uma operação mais complexa, Mesquita defendeu que a controladoria amplie o olhar para além da reforma tributária. Para o profissional fiscal e contábil, a proposta significa conectar documentos e apurações à tesouraria, aos custos e ao planejamento, em vez de encerrar o trabalho na entrega do número.

Processos vêm antes da automação

Quando chegou à companhia, contou Mesquita, encontrou rotinas informais e atividades concentradas em poucas pessoas. O prazo do fechamento deixava pouco espaço para corrigir decisões que poderiam afetar o resultado do mês.

A equipe trabalhou na padronização, na conciliação de contas e no mapeamento das tarefas repetitivas de alto volume. Depois, incorporou automações, ferramentas de inteligência de negócios (BI), inteligência artificial e um calendário de fechamento. As 320 horas mensais, segundo o executivo, representam tempo liberado entre os profissionais envolvidos, não uma economia individual.

Infográfico: Controladoria estratégica reduz fechamento de 12 para até seis dias
Infográfico: Controladoria estratégica reduz fechamento de 12 para até seis dias

A orientação foi ajustar a rotina antes de automatizá-la, evitando acelerar problemas existentes. Esse cuidado também aparece na discussão sobre revisar os processos tributários antes da nota fiscal, que exige olhar para as etapas anteriores à execução fiscal.

O desafio encontra contexto no TPI — Tax Performance Index, da Confeb, de 2026: entre as empresas respondentes, 51% apontaram a falta de tempo como barreira para melhorar o desempenho dos indicadores. No mesmo estudo, Capacidade Analítica recebeu 40 pontos em uma escala de 0 a 100, a menor nota entre os três pilares avaliados.

Fiscal, tesouraria e custos precisam compartilhar números

Para Mesquita, uma controladoria estratégica usa dados confiáveis e compartilhados para projetar cenários, antecipar riscos e recomendar ações. Ele relatou que, inicialmente, comercial, supply e contabilidade apresentavam números diferentes nas reuniões, dificultando a definição do caminho a seguir.

Na reforma tributária, sua recomendação é reforçar a ligação do fiscal com tesouraria e custos, além da parceria com TI para melhorar as rotinas. A integração amplia o debate sobre unir áreas antes de decidir o caixa: a informação fiscal precisa chegar a quem planeja e decide.

Na companhia, segundo o palestrante, um comitê de reforma tributária mantém conversas semanais para atualizar informações e definir o que precisa ser feito ou revisto.

Análises precisam terminar em decisões

Mesquita apresentou três exemplos de resultados que atribuiu ao trabalho com dados e à atuação junto à liderança:

Decisão relatada Resultado citado pelo palestrante
Encerramento de uma planta após análise de capacidade ociosa Melhoria superior a três pontos percentuais na margem final
Abertura de um centro de distribuição em Navegantes, considerando o benefício do TTD Ganho de cerca de R$ 9 milhões no primeiro ano
Reavaliação de unidades de negócio com a área comercial Melhoria de dois pontos percentuais de margem já na primeira reunião

São resultados do caso apresentado, não projeções para outras empresas. O exemplo reforça a importância de envolver Tax nas decisões de preço, margem e orçamento, antes de a estratégia estar fechada.

Pessoas e reuniões sustentam a mudança

O executivo colocou a formação e a retenção da equipe na base da transformação. Recomendou ouvir os profissionais, desenvolver sucessores e abandonar a liderança centralizadora.

Também defendeu reuniões com pauta definida, um responsável por indicador e discussões que terminem com ação, responsável e prazo. À controladoria cabe preparar análises, questionar e acompanhar; à liderança, decidir e priorizar a execução.

“Eu preciso ter mais tempo analisando do que operando”, resumiu Mesquita. Para a rotina fiscal e contábil, o próximo passo proposto é mapear o fechamento, corrigir processos e transformar o tempo recuperado em análise e acompanhamento de decisões.

Redação Live News

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Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial da Live University.

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