Apuração assistida de IBS e CBS exige conferir o crédito

No Tax Summit, Henrique Rocha apresenta o fluxo previsto no Tax One para confrontar dados do ERP e do Fisco e acompanhar créditos até a contabilização.

Live University - Confebpublicado em 27 out. 2026 · 4 min de leitura
Apuração assistida de IBS e CBS exige conferir o crédito

A apuração assistida de IBS e CBS exigirá confrontar os dados da empresa com a visão do Fisco e acompanhar a liberação dos créditos antes das reclassificações contábeis, segundo Henrique Rocha, executivo da Atvi. No Tax Summit - Roadshow, realizado em 27 de outubro no Prodigy Santos Dumond, ele apresentou o fluxo previsto no ONESOURCE Tax One, da Thomson Reuters, com foco na integração entre fiscal, contabilidade e ERP.

Rocha utilizou telas de um mockup de testes para explicar a proposta. A Atvi, parceira de implementação da Thomson Reuters, apresentou a solução em três etapas: apuração, conciliação e contabilização. A demonstração não equivale à confirmação de que todas as integrações já estejam operacionais.

Duas bases precisam ser conferidas

No desenho apresentado, o módulo de apuração recebe documentos de entrada e saída dos ERPs e recupera, por integração, as informações disponibilizadas pela apuração assistida. O painel mostra separadamente os saldos do contribuinte e os do Fisco.

Essa primeira tela, explicou Rocha, não cruza os dados: apresenta quantidades de documentos e valores de débitos e créditos de cada base. O detalhamento permite chegar às notas que compõem os totais, consultar formas de liquidação e identificar compensações e suas datas.

Etapa Função apresentada Atenção da equipe
Apuração Exibir as duas bases Conferir documentos e totalizadores
Conciliação Diagnosticar diferenças Investigar e corrigir a origem
Contabilização Preparar lançamentos Mapear contas e acompanhar créditos
Infográfico: Apuração assistida de IBS e CBS exige conferir o crédito
Infográfico: Apuração assistida de IBS e CBS exige conferir o crédito

A qualidade dessas conexões reforça a necessidade de revisar XMLs, cadastros e integrações na preparação para a reforma, tema já abordado pelo portal.

Divergência não se resolve apenas no painel

Na conciliação, a proposta é comparar inicialmente a quantidade de documentos e, depois, os valores de débitos e créditos. Segundo Rocha, diferenças podem exigir investigação sobre notas de crédito ou débito que alteraram o imposto, além de possíveis problemas de escrituração.

Embora a ferramenta permita alterações mediante controles de acesso e permissões, a recomendação do executivo é corrigir os dados na origem. Isso coloca a revisão do processo antes do ajuste pontual no sistema, em linha com a orientação de priorizar tarefas e riscos antes de escolher a automação fiscal.

O IMTT — Índice de Maturidade Tecnológica em Tax, da Confeb, de 2026, ajuda a contextualizar esse desafio: entre as empresas respondentes, 31% ainda fazem envio manual na integração entre ERP e plataformas de Tax, e apenas 18% apresentam níveis avançados no tratamento de dados fiscais. O levantamento ouviu 190 profissionais da área de Tax.

Crédito previsto e contabilização têm etapas distintas

Após o tratamento das inconsistências, o fluxo apresentado acompanha a liquidação e a liberação da apropriação do crédito pela apuração assistida. A etapa contábil prepara os lançamentos para reclassificações de contas transitórias para definitivas, conforme o mapeamento da empresa.

Rocha orientou definir previamente essas contas no ERP. Segundo ele, a solução fornecerá uma API para disponibilizar lançamentos e controlar quais já foram refletidos no sistema de gestão, com status de contabilização.

A implicação prática é organizar responsabilidades entre fiscal, contabilidade e tecnologia: conferir valores, tratar divergências e registrar a mudança de situação do crédito são atividades diferentes dentro do mesmo fluxo.

Atualização legal não elimina implementação

Para clientes existentes do Tax One, Rocha afirmou que a atualização legal será entregue sem custo adicional pela ferramenta, mas haverá custo de implementação.

O executivo também ressaltou que a captura de créditos apropriáveis depende da liberação de APIs pelo Fisco. Portanto, a preparação pode avançar no saneamento das bases, no mapeamento contábil e na definição de controles, sem pressupor que todas as conexões demonstradas já estejam disponíveis.

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Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial da Live University.

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