A adaptação à reforma tributária no SAP exige integrar notas de débito e crédito, eventos fiscais e conferência da apuração assistida, defendeu Luiz Ribeiro, gerente de Pré-Vendas da SOLUTIO, no Tax Summit - Roadshow, nesta terça-feira (27/10), no Prodigy Santos Dumond. O alerta é que processos separados dificultam rastrear alterações nos créditos e explicar diferenças entre os registros da empresa e os valores apresentados pelo governo.
Na palestra “TOTAL REFORMA: simplifique a complexidade da Reforma Tributária dentro do SAP”, Ribeiro apresentou uma solução embarcada no ERP. Sua mensagem central foi que automatizar a emissão de documentos não basta: é preciso acompanhar seus efeitos fiscais e financeiros ao longo da operação.
Ribeiro organizou as mudanças em três frentes interdependentes: emissão de notas de débito e crédito, gestão de eventos específicos da reforma e apuração assistida. Segundo ele, os eventos não funcionam apenas como notificações: podem alterar o tratamento de uma operação, cancelar débitos ou transferir efeitos para outro período.
Por isso, questionou a manutenção desses processos em ambientes separados. Uma informação registrada em um sistema pode precisar de reflexo imediato em outro para que a empresa consiga explicar sua posição tributária.
O raciocínio se conecta à necessidade de rever os processos tributários antes de migrar o ERP: mudar a tecnologia sem revisar os fluxos pode preservar falhas de origem.
Para ilustrar o problema, Ribeiro descreveu uma compensação diária em que um crédito reconhecido é utilizado para abater o débito de uma nota. Se o fornecedor posteriormente cancelar a operação que originou esse crédito, explicou, a apuração assistida pode registrar outros débitos associados ao cancelamento.
Nesse cenário apresentado pelo palestrante, conferir apenas o saldo final não permite compreender toda a movimentação. É necessário reconstruir a ligação entre documento original, crédito utilizado e ajuste posterior.
A consequência operacional, em sua avaliação, é ampliar o acompanhamento das informações dos fornecedores. O controle deixa de depender exclusivamente dos registros produzidos pela própria empresa.
Ribeiro recomendou validar cadastros e documentos fiscais no recebimento. Uma classificação tributária incorreta, afirmou, pode produzir cálculo indevido ou divergência em relação às informações existentes na base governamental.
O IMTT — Índice de Maturidade Tecnológica em Tax, da Confeb, de 2026, ajuda a contextualizar esse desafio: entre as empresas respondentes, 100% utilizam ERP, mas apenas 18% apresentam níveis avançados no tratamento de dados fiscais. O contraste mostra que adoção de sistema e qualidade dos dados são dimensões distintas.
Na rotina, essa preocupação reforça a importância de revisar XMLs, cadastros e integrações na preparação para a reforma, em vez de concentrar os testes apenas no cálculo do imposto.
Segundo Ribeiro, o Total Reforma reúne operações dos módulos FI, SD e MM para capturar informações e automatizar processos. Entre as funcionalidades apresentadas estão:
Essas capacidades foram descritas pelo executivo da fornecedora durante a apresentação.
Ribeiro sustentou que a empresa precisa manter governança sobre as informações e conferir a apuração disponibilizada pelo governo. Entre as divergências citadas estão documentos ausentes e recolhimentos não reconhecidos.
A orientação prática da palestra é conectar documentos, contabilidade, contas a pagar e a receber e eventos fiscais. Para as equipes, isso significa distribuir responsabilidades entre Fiscal, Financeiro, Contabilidade e Compras, preservando evidências para investigar cada diferença — não apenas ajustar o saldo ao final do período.
Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial da Live University.