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Reforma tributária nas empresas pauta debate no Tax Summit

Escrito por Live University - Confeb | Oct 28, 2026, 8:30:35 PM

A reforma tributária nas empresas exige conectar dados fiscais, sustentação dos créditos e decisões de negócio. Nas apresentações de Diogo Brito, da NTT DATA, e de Olímpio Braga e Marcus Medeiros, da Jotun Brasil, no Tax Summit Roadshow desta quarta-feira (28), no Prodigy Santos Dumond, esses temas apareceram como prioridades para preparar a transição sem tratar a mudança apenas como troca de impostos.

O ponto de encontro entre as exposições foi a necessidade de antecipação: usar informações da operação para comparar cenários e envolver a área tributária antes que compras, vendas e contratos estejam definidos.

Dados fiscais precisam orientar decisões, não apenas obrigações

Brito demonstrou uma ferramenta que cruza arquivos do SPED fiscal e de contribuições com legislação para avaliar impactos específicos da empresa. As análises apresentadas abrangem créditos, composição tributária e simulações da transição entre 2026 e 2033.

Segundo o palestrante, o radar fiscal reúne mais de 41 mil artigos indexados, mais de 846 normas e mais de mil itens em tramitação. A proposta é filtrar esse acervo pelo cadastro da empresa, em vez de entregar atualizações genéricas.

A demonstração também expôs um limite prático: um NCM não reconhecido pela calculadora pode indicar classificação desatualizada ou informação enviada incorretamente. Antes de interpretar o resultado, portanto, é necessário investigar a entrada — tema detalhado na cobertura sobre o uso de dados do SAP para testar créditos e caixa.

O IMTT — Índice de Maturidade Tecnológica em Tax, da Confeb, de 2026, ajuda a contextualizar esse desafio: entre as empresas respondentes, 100% utilizam ERP, mas apenas 18% apresentam níveis avançados no tratamento de dados fiscais. O estudo reuniu 190 profissionais de Tax de empresas.

Crédito identificado não dispensa documentação e defesa

Olímpio Braga e Marcus Medeiros alertaram que créditos com respaldo legal podem sofrer glosa quando faltam documentação e estrutura de defesa. Na avaliação dos palestrantes, celebrar a identificação de um crédito sem considerar sua sustentação posterior deixa parte relevante do trabalho fora da análise.

Brito apresentou recursos para investigar créditos por fornecedor, produto, CFOP e CST, com indicação de fontes primárias. Também ressaltou que sugestões de alteração tributária precisam ser validadas pela equipe fiscal.

A leitura conjunta das apresentações é que identificar uma oportunidade não encerra o processo: é necessário verificar sua aplicação à operação e organizar os elementos que sustentam o tratamento adotado. Essa conexão entre controle e decisão também aparece na discussão sobre governança tributária para proteger o caixa.

Infográfico: Tax Summit liga reforma tributária a crédito, caixa e decisão

Simulações de caixa precisam deixar claras suas premissas

Na demonstração de Brito, as projeções de split payment mostram operações analisadas e caixa líquido projetado. O palestrante ressaltou as incertezas sobre o mecanismo e a identificação dos cálculos que não usam dados reais ou oficiais como simulados.

Para compras, ele defendeu comparar o menor custo, não simplesmente o menor preço, considerando componentes como frete, tributos e créditos. A implicação prática é avaliar a operação completa antes de decidir pelo fornecedor.

Tax precisa participar antes de a operação estar fechada

Braga e Medeiros defenderam que a reforma envolva sistemas, departamento pessoal, compras, vendas e contratos logísticos. Para eles, substituir PIS/Cofins pela CBS não se resume a alterar uma alíquota: muda a forma de cálculo e a composição da base tributária.

Como síntese prática dos debates, três frentes merecem atenção:

  • Revisar cadastros e classificações antes de confiar nas simulações.
  • Associar oportunidades de crédito à documentação e à validação fiscal.
  • Levar os cenários tributários às áreas que decidem preços, compras e contratos.

Executar essa agenda enquanto as obrigações atuais continuam exige planejamento das equipes, como discutido na cobertura sobre a convivência com dois sistemas tributários. O aprendizado central é antecipar a participação de Tax, sem confundir projeção tecnológica com decisão validada.

Cobertura completa: Tax Summit - RoadshowPalestras ao vivo, destaques, citações e todas as matérias do evento. Acompanhe a cobertura →

Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial da Live University.